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Denúncia aponta homicídio triplamente qualificado de policial civil

Denúncia do Ministério Público acusa advogado por homicídio triplamente qualificado de policial civil morto em Cascavel. Processo aguarda análise da Justiça.

Redação 104 News

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Denúncia aponta homicídio triplamente qualificado de policial civil

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O homicídio triplamente qualificado do policial civil João Ezequiel Baptista Pereira motivou a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná contra o advogado Jean Oliver José Garcia. Além da acusação de homicídio, o órgão também atribuiu ao investigado os crimes de posse irregular de arma de fogo e disparo de arma de fogo.

Segundo a denúncia, a discussão começou em frente à residência do acusado, em Cascavel. Conforme o Ministério Público, João Ezequiel bateu no portão porque o interfone apresentava defeito. Para a acusação, essa circunstância caracteriza motivo fútil, uma das qualificadoras do crime.

Acusação aponta perigo comum e dificuldade de defesa

O Ministério Público também sustentou que os disparos colocaram outras pessoas em risco. De acordo com a denúncia, o acusado efetuou os tiros com o portão aberto e na presença de adultos e crianças, situação que caracteriza perigo comum.

Além disso, a acusação afirmou que o réu utilizou recurso que dificultou a defesa da vítima. Conforme o processo, João Ezequiel guardou a própria arma antes dos disparos. Ainda segundo a denúncia, os tiros atingiram o policial a curta distância, inclusive nas costas e no rosto.

Imagens e perícias reforçam a investigação

As câmeras de segurança instaladas na residência do acusado registraram parte da ocorrência. A Polícia Civil apreendeu os equipamentos logo após o crime e incorporou as imagens ao inquérito.

Além das gravações, a Delegacia de Homicídios de Cascavel reuniu depoimento de uma testemunha ocular e laudos periciais. Com base nesse conjunto de provas, a equipe concluiu o inquérito em 7 de julho.

Na sequência, o promotor de Justiça Tiago Trevizoli Justo, da 16ª Promotoria de Justiça de Cascavel, apresentou a denúncia ao Poder Judiciário.

Família atua como assistente da acusação

O advogado Luciano Katarinhuk representa a família do policial como assistente de acusação.

Segundo ele, as imagens e a perícia mostram que João Ezequiel estava desarmado e buscava encerrar o conflito quando sofreu os disparos. O advogado também afirmou que os tiros atingiram a vítima a curtíssima distância, pelas costas e no rosto.

Processo aguarda decisão da Justiça

O processo tramita em sigilo médio na 1ª Vara Criminal de Cascavel. Por isso, os documentos e as peças processuais permanecem indisponíveis para consulta pública.

Agora, o Judiciário analisará a denúncia. Caso a Justiça receba a acusação, o réu será citado para apresentar defesa e indicar as testemunhas que pretende ouvir durante o processo.

Policial atuava havia 16 anos na corporação

João Ezequiel Baptista Pereira integrava a Polícia Civil do Paraná havia 16 anos. Nos últimos anos, ele trabalhava na Delegacia de Santa Tereza do Oeste.

O crime ocorreu em 28 de junho de 2026. Na ocasião, João Ezequiel sofreu três disparos, sendo dois na cabeça e um nas costas, e morreu no local.

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